domingo, 22 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Uma dica
Obrigada.
:)
Abate à moda Islâmica
Dentro da Shariah (Lei Islâmica) há uma série de regras que devem ser cumpridas na hora do abate de um animal, visando assim, a diminuição do seu sofrimento. Abaixo segue os procedimentos que o muçulmano deve seguir na hora de abater um animal.
1- O abate só pode ser feito por uma pessoal mentalmente sadia, preferencialmente muçulmano, que entenda completamente das regras fundamentais e condições relacionadas com o abate de animais no Islam. Ele deve pronunciar o nome de Deus ou recitar uma oração que contenha o nome de Deus durante o abate, com a face do animal voltada para Makkah, Árabia Saudita.
2- O animal não deve estar com sede no momento do abate.
3- A faca deve estar bem afiada e ela não deve ser afiada na frente do animal. O corte deve ser no pescoço em um movimento de meia-lua.
4- Deve-se cortar os três principais vasos (jugular, traquéia e esôfago) do pescoço.
5- A morte deve ser rápida para evitar sofrimentos para o animal.
6- O sangue deve ser totalmente retirado da carcaça.
7- As linhas de abate, ferramentas e utensílios devem ser dedicados para o abate Halal tão somente.
8- O abate deve ser feito de uma única vez (num único corte).
Desenho explicando onde os cortes devem ser feitos.
Quais os animais que o muçulmano pode se alimentar?
Animais Terrestres
Todos os animais terrestres são lícitos para o consumo exceto os seguintes:
• Animais que não foram mortos como recomendado pela Lei Islâmica;
• Animais que foram mortos atráves de choque, espancamento, golpes ou evenenamento.
• Porcos, cães e seus congêneres;
• Animais que tenham caninos longos que os utilizam para matar suas presas, tais como: tigres, ursos, elefantes, gatos, macacos;
• Aves de rapina;
• Pragas, tais como, ratos, centopéias, escorpiões e outros animais similares;
• Animais os quais são proibidos de matar, tais como: abelhas e pica-paus;
• Criaturas consideradas repulsivas, tais como: moscas, mosquitos etc.
Animais Aquáticos
São aqueles animais que vivem na água e não conseguem viver fora dela, como por exemplo, os peixes. Todos os animais aquáticos são lícitos com exceção dos venenosos ou que causem malefícios a saúde. Animais que vivem na água e no solo, tais como: Crocodilo, tartarugas e sapos, não são lícitos para o consumo.
Empresas que abatem animais à moda Islâmica: outras precauções
Tudo que foi citado até agora, é dirigido à aquelas pessoas que abatem o animal para consumo proprio, pórém, quais os procedimentos que uma empresa de grande porte, que exporta carne halal, deve obter com sua produção? Higiene, condições sanitárias adequadas são pré-requisitos na reparação do alimento Halal. Estão inclusos neste tópico a higiene pessoal, uniformes, equipamentos e as normas de produção e processamento de alimentos.
Medidas que devem ser implementadas para:
• Evitar a contaminação por ar, solo, água, ração, fertilizantes (incluindo os fertilizantes naturais), pesticidas, drogas veterinárias ou qualquer outro agente utilizado na produção primaria;
• Proteger o alimento de contaminação por fezes, pestes, micro-organismos etc.
• Os alimentos Halal devem ser armazenados e embalados levando em consideração as normas de higiene.
O sistema deve ser implementado visando prevenir:
• A contaminação do alimento por objetos estranhos como: vidro, plástico etc.
• A embalagem não podem ser feita por materiais considerados ilícitos ou impuros pela Lei Islâmica;
• Não pode ser preparado, embalado, manufaturado ou processado por materiais ou equipamentos considerados impuros pela Lei Islâmica;
• Deve ser embalado, armazenado e transportado fisicamente separado de materiais e carnes Não-Halal. Vale ressaltar que o Brasil é o campeão de exportação de carne halal para os países árabes. Por isso, se você estiver visitando o Egito ou o Árabia Saudita, tenha certeza que possivelmente, você estará comendo carne brasileira. Depois de tudo que apredemos hoje podemos concluir que a Lei Islâmica não só protege o ser humano como um todo, mas também respeita os animais, e até mesmo na hora do abate, os trata de forma digna.
O vídeo acima mostra um abate Islâmico, correto, feito no Brasil. Vejam como a faca está afiada, e a morte é rápida.
Salaam!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Feriado Islâmico

Sobre o Hajj
O Hajj compõe um dos 5 pilares do Islam(Testemunho, oração, jejum, caridade e peregrinação). A realização da peregrinação é antecedida pela manifestação do desejo de efectuá-la (niyya, "intenção"). Para esse efeito foram desenvolvidas fórmulas que proclamam essa intenção. A decisão de partir em peregrinação não deve prejudicar ninguém, caso contrário o Hajj será inválido. O peregrino não deve contrair dívidas para fazer a viagem, não deve deixar dívidas por pagar e não deve deixar os membros da sua família sem recursos ou em situação desprotegida. O dinheiro que ele usará para pagar sua peregrinação também não pode ser proveniente de uma ação ilícita - como por exemplo do roubo.
A partir do momento em que o peregrino se encontra a uma certa distância da cidade de Makkah, deve proceder à entrada no estado de ihram ("sacralização", estado sagrado), que consiste em vestir a roupa (iharam) que usará durante a celebração dos rituais: duas peças de tecido brancas não cosidas e sandálias igualmente não cosidas (isso só é válido para os homens, as mulheres devem estar trajadas com suas vestes modestas normais). Enquanto permanecer no estado ihram o peregrino não deve cortar o cabelo, cortar as unhas, usar perfumes, matar animais, envolver-se em discussões ou lutas, manter relações sexuais ou contrair matrimónio. O peregrino volta outra vez a proclamar a sua intenção em efetuar o Hajj.
Depois de entrar na Grande Mesquita de Makkah o peregrino efectua o tawaf, que consiste em realizar sete voltas à Ka'abah no sentido contrário aos ponteiros do relógio (cada volta é chamada de shawt, sete ashwat constituem o tawaf). Durante as sete voltas o muçulmano efectua orações. As primeiras três voltas devem ser efectuadas a um passo mais acelerado.

Mais de dois milhões de muçulmanos reunidos para louvar a Deus.
Em seguida, o peregrino procede à prática do sa´ee (ou sa´y, "deambulação") percorrendo um corredor entre os montículos de Safá (Safa) e Meruá (Marwa), ainda dentro da mesquita, de novo sete vezes. Este ato recorda o desespero de Agar, mulher de Abraão, quando procurava água para o seu filho Ismael entre aqueles dois pontos. Os peregrinos podem também beber um pouco da água do poço de Zamzam, que se encontra na mesquita e que salvou Agar e o seu filho.
O peregrino recita depois o talbiya, uma oração na qual declara que faz o Hajj unicamente em honra de Deus.
Depois do pôr-do-sol os peregrinos dirigem-se para Mina, um local perto de Makkah, onde acampam e passam a noite. Devem aqui realizar as suas orações. Termina aqui o primeiro dia do Hajj.
No dia seguinte (dia 9 do mês de Dhu al-Hijja), os peregrinos deixam Mina em direcção a Arafat, um local habitualmente referido como um monte, mas que na realidade é uma planície a cerca de 20 km de Makkah. Uma vez em Arafat o dia é consagrado à oração, à leitura do Alcorão e ao pedido de perdão a Deus pelos pecados cometidos. O peregrino chegou ao ponto alto do Hajj.
Após o pôr-do-sol os peregrinos dispersam, abandonando Arafat em direcção a Muzdalifah. Em Muzdalifah fazem a oração da noite e lá deverão passar a noite em tendas. Durante a noite recolhem-se pequenas pedras que serão usadas num ritual do dia seguinte. Antes do nascer do sol parte-se para Mina.
Em Mina os peregrinos atiram sete pedras contra três bétilos (pedras que eram adoradas como divindades nos tempos pré-islâmicos). A maior delas, Jamarat al-Kubra, representa hoje Satanás. O acto tem como simbologia o desejo de se renunciar ao mal e exaltar o Deus único (base de toda a crença do muçulmano). Cada peregrino deve depois sacrificar um animal (um carneiro ou um bode). Os ritos terminam com o início de um festival de três dias que celebra o fim do Hajj, o Eid al-Adha ("Festa do Sacrifício"). Uma vez que é impossível consumir toda a carne que resultou de cada um dos sacrifícios, as autoridades locais desenvolveram complexos de tratamento das carnes para serem mais tarde distribuídas pelos mais necessitados. Em Mina os peregrinos podem retirar os trajes que usaram durante os rituais.

Peregrinos fazendo súplicas.
Por último, o peregrino deve efectuar um tawaf e um sa´ee finais antes de se despedir de Makkah. Todo o homem ou mulher que efectou o Hajj é chamado de hajji ou hajja respectivamente, alcançado um estatuto de respeito na comunidade e na família.
A origem da celebração do Eid al-Adha
O Eid al Adha acontece no décimo dia do último mês do calendário Islâmico (Dhu al-Hijjah). É celebrado pelos muçulmanos de todo o planeta em memória da disposição do profeta Abraão em sacrificar o seu filho Ismail conforme a vontade de Deus.
Chama-se festa do Sacrifício porque remonta a história do Profeta Abraão e seu filho Ismael que são um verdadeiro exemplo para os muçulmanos, um verdadeiro exemplo de submissão total a Deus. Abraão teve uma inspiração em sonho que deveria sacrificar seu amado filho Ismael pela causa de Deus. Mesmo isso lhe sendo extremamente dificultoso, Abraão não exitou em obedecer às ordens de Deus, pois era verdadeiramente submisso ao Conhecedor do oculto e do manifesto. Disse imediatamente: "Eis-me aqui Oh Deus, eis-me aqui e não há divindade além de Ti, os louvores, as graças e a Soberania pertencem a Ti, e não há parceiros junto a Ti" (Labeika Allahuma labeik, Labeika la sharika laka labeik inna Al Hamda wa ne’mata laka wal Mulk la sharika lak).
Então Abraão foi até seu filho Ismael e disse-lhe sobre o sonho. Então Ismael, mesmo sendo jovem , era também um exemplo de submissão a Deus, então respondeu: "Oh meu pai faça o que te foi ordenado, me encontrarás, se Deus quiser, entre os pacientes". Então quando ambos haviam se submetido, Abraão afiou a faca e colocou no pescoço de Ismael, mas a faca não fazia sequer um arranhão no pescoço de Ismael. Neste momento, Deus enviou o anjo Gabriel com as boas novas dizendo-lhe que substituísse Ismael por um cordeiro que deveria ser sacrificado em nome de Deus.
Portanto, nós muçulmanos seguimos o exemplo do Profeta Abraão, o Patriarca dos Profetas. No Eid al Adha é obrigatório (se eles possuem condições para tal) a toda família muçulmana oferecer um sacrifício, relembrando o verdadeiro significado do Islam (Submissão total a Deus) e também para refletirem se realmente tem sido verdadeiramente muçulmanos, submissos a Deus, ou se tem deixado de acatar Suas ordens. Por esse motivo é chamado Eid al Adha (Festa do Sacrifício). Abraão ficou de exemplo para todos os muçulmanos até o Dia do Juízo.
O festival desenrola-se durante quatro dias (na maioria dos países árabes. Em países que não são de maioria muçulmana, dura-se apenas um dia). No primeiro dia, homens, mulheres e crianças vestem as melhores roupas que possuem e realizam o salat (a oração) numa grande congregação.
Todos os muçulmanos que possuem meios econômicos devem sacrificar carneiros como forma de lembrar o acontecimento, aqueles que não possuem recursos são aqueles que irão receber uma parte do animal abatido por outro muçulmano. Em alguns casos em vez de carneiros sacrificam-se bodes, bois e camelos. É condição obrigatória que o animal seja macho, adulto e saudável.
A carne que resulta destes sacrifícios é distribuída por familiares, vizinhos e pobres.
Os muçulmanos que vivem em países ocidentais ficam impossibilitados de realizar este festival, uma vez que a legislação da maior parte destes países estabelece que os animais devem ser abatidos em matadouros. Estes muçulmanos optam por fazer donativos a organizações que executam o sacrifício em seu nome e distribuem a carne entre os pobres de um país escolhido pelo doador.
Este festival serve também para visitar amigos e familiares, com os quais se trocam presentes.
Possivelmente o Eid al Adha, esse ano acontecerá no dia 28 de novembro, pois, o calendário Islâmico é lunar, estão só podemos ter certeza absoluta das datas quando estas estão próximas.

Muçulmanos rezando juntos.
Salaam à todos!
Rata de internet
Al Salam wa Alaikum (Que a paz esteja com vocês)!Voltando...
Novidades do Blog
Recentemente começei a fazer várias traduções de vídeos para o meu blog. Vocês podem encontrar os mais diversos temas, "músicas" Islâmicas que na verdade se chamam Nasheed Islamia (Hino Islâmico), aulinhas, recitação do Alcorão etc. Vou postar hoje alguns dos vídeos mais recentes que traduzi para o blog.
Espero que gostem! Teremos novidades nos próximos posts!
Salaam à todos!
domingo, 11 de outubro de 2009
Uma em cada quatro pessoas é muçulmana
Uma em cada quatro pessoas em todo mundo é muçulmana, de acordo com um dos mais completos estudos feitos até hoje sobre o assunto.A pesquisa feita pela organização Pew Forum on Religion and Public Life, com sede em Washington, levou três anos para ficar pronta e analisa dados de 232 países e territórios.
O estudo concluiu que apenas 20% dos muçulmanos vivem no Oriente Médio e no norte da África, regiões tradicionalmente mais associadas com a religião.
Os números pesquisados indicam também que há mais muçulmanos na Alemanha do que no Líbano e menos na Jordânia e na Líbia somadas dos que na Rússia.
Estudos futuros
Cerca de 60% dos estimados 1,57 bilhão de muçulmanos do mundo vive na Ásia.
Os países com o maior número dos seguidores da religião são Indonésia (202,9 milhões), Paquistão (174 milhões), Índia (161 milhões), Bangladesh (145,3 milhões), Nigéria (78 milhões) e Egito (75,5 milhões).
O estudo indica que mais de 300 milhões de muçulmanos vivem em países onde o islamismo não é a religião mais seguida.
Entre 87% e 90% são da vertente sunita e entre 10% e 13% da corrente xiita.
As maiores populações de xiitas vivem no Irã, Paquistão, Índia e Iraque.
No continente americano, o país com o maior número de seguidores da religião é os Est
ados Unidos, com pouco menos de 2,5 milhões de pessoas.
O Brasil é o terceiro país no continente (foto ao lado mostra brasileiros divulgando o Islam em São Paulo), com cerca de 191 mil muçulmanos, bem menos do que os 784 mil da Argentina.
A Pew Forum diz acreditar que o estudo pode fornecer bases para futuras pesquisas sobre o crescimento de populações muçulmanas.
Fonte: BBC
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Violência em cidades brasileiras se equipara a países como Iraque
Violência em cidades brasileiras se equipara a países como Iraque
Algumas das cidades mais violentas do Brasil têm o mesmo índice de homicídios que o Iraque. Os dados do Ministério da Justiça apontam que, em Vitória, o índice é de cerca de 70 assassinatos por cada 100 mil habitantes. Segundo um levantamento financiado pelo governo suíço sobre a violência no mundo, a taxa é equivalente à do Iraque. Nesta sexta-feira (12), o estudo foi divulgado em Genebra na presença do ministro da Justiça, Tarso Genro.
O relatório afirma que o Brasil tem quase 10% dos homicídios no mundo, com 48 mil mortes por ano. No mundo, os homicídios chegariam a 490 mil por ano, número superior ao de mortes em guerras oficiais, como no Afeganistão, na Colômbia ou no Iraque. Pelos dados do levantamento, as guerras geram por ano cerca de 52 mil mortes.
"A situação da violência no Brasil é corrosiva. A violência no Brasil hoje é um sério obstáculo ao desenvolvimento do país", afirmou Keith Krause, autor do relatório. A América do Sul, ao lado da África, são as regiões em que os homicídios apresentam as maiores taxas em todo o mundo. A média de Vitória, por exemplo, é dez vezes maior do que a média mundial. Em cidades como Rio de Janeiro, a média é de 40 assassinatos para cada 100 mil pessoas. "Queremos em quatro anos chegar a níveis chilenos, de cerca de 15 por cada 100 mil", afirmou Genro.
Segundo o relatório, a América Latina ainda é a líder no que se refere ao número de seqüestros por ano, com quase 700. O Brasil também aparece em situação crítica com relação a estupros "Hoje, a violência armada é o quarto motivo de mortes no mundo", afirmou Krause.
O que mais assusta os governos e especialistas é que países em guerra têm, na realidade, índices de mortes inferiores ao de países em crise de segurança. "O impacto econômico da violência no mundo cresce e preocupa os governos que querem se desenvolver. O custo chega a US$ 160 bilhões por ano em produtividade perdida e outros fatores", alertou Krause.
domingo, 13 de setembro de 2009
Maria, mãe de Jesus, no Islam - Parte III - Final
O nascimento de JesusNo início de seu parto, ela estava em profunda dor, tanto mental quanto física. Como poderia uma mulher de tal piedade e nobreza ter um filho fora do casamento? Nós devemos mencionar aqui que Maria teve uma gravidez normal que não foi diferente das outras mulheres, e teve o seu filho como as outras também. Na crença cristã, Maria não sofreu as dores do parto, porque o Cristianismo e o Judaísmo consideram a menstruação e o parto como uma maldição sobre as mulheres pelo pecado de Eva[1]. O Islam não suporta essa crença, nem a teoria de ‘Pecado Original’, mas ao contrário enfatiza fortemente que ninguém deve carregar o pecado de outros:
“Nenhuma alma peca exceto contra si mesma, e nenhuma alma pecadora arca com o pecado de outra.” [Alcorão 6:164]
Não apenas isso, mas nem o Alcorão nem o Profeta Muhammad, que Deus o exalte, sequer mencionam que foi Eva quem comeu da árvore e instigou Adão. Ao contrário, o Alcorão culpa ou apenas a Adão ou a ambos:
“E Satanás lhes sussurrou, e os desencaminhou com artifício. Então quando ambos provaram da árvore, o que estava oculto de suas vergonhas (partes íntimas) se tornou manifesto para eles" [Alcorão 7:20-22]
Maria, devido à sua angústia e dor desejou que nunca tivesse sido criada, e exclamou:
“Quem dera tivesse morrido antes disso, e tivesse sido esquecida.” [Alcorão 19:23]
Após o parto do bebê, e quando sua angústia não podia ser maior, o bebê recém-nascido, Jesus, que Deus o exalte, milagrosamente falou abaixo dela, lhe tranqüilizando e reassegurando de que Deus a protegeria:
“E abaixo dela uma voz chamou-a, ‘Não te entristeças, porque o teu Senhor fez correr abaixo de ti um regato. E move em tua direção o tronco da tamareira; ela fará cair sobre ti tâmaras maduras, frescas. Então come e bebe e fica feliz. E se vês alguém, dize, ‘De fato fiz votos de silêncio ao Misericordioso e hoje não falarei com pessoa alguma.’” [Alcorão 19:24-26]
Maria se tranqüilizou. Esse foi o primeiro milagre realizado nas mãos de Jesus. Ele falou tranqüilizando sua mãe em seu nascimento, e uma vez mais quando as pessoas a viram carregando seu bebê recém-nascido. Quando eles a viram eles a acusaram dizendo:
“Ó Maria, com efeito, fizeste uma coisa assombrosa!” [Alcorão 19:27]
Ela simplesmente apontou para Jesus e ele milagrosamente falou, como Deus tinha prometido a ela na anunciação.
“Ele falará aos homens ainda no berço, e na maturidade, e será dos virtuosos.’’ [Alcorão 3:46]
Jesus disse às pessoas:
“Eu sou de fato um servo de Deus. Ele me concedeu o Livro e fez de mim um Profeta, e Ele me fez abençoado onde quer que eu esteja. Ele me recomendou as orações, a caridade, enquanto eu viver. Ele me fez carinhoso com a minha mãe, e Ele não me fez insolente, infeliz. E que a Paz esteja sobre mim no dia em que nasci, e no dia em que morrer, e no dia em que eu for ressuscitado.” [Alcorão 19:30-33]
A partir daqui começa o episódio de Jesus, seu esforço de uma vida para chamar as pessoas para adorar a Deus, escapando das conspirações e planos daqueles judeus que se empenhariam em matá-lo.
Maria no Islam
Nós já discutimos a grande posição que o Islam concede à Maria. O Islam dá a ela a posição de ser a mais perfeita das mulheres criadas. No Alcorão, nenhuma mulher recebe mais atenção do que Maria, embora todos os profetas, com exceção de Adão, tivessem mães. Dos 114 capítulos do Alcorão, ela está entre as oito pessoas que têm um capítulo com o seu nome: o capítulo dezenove, “Mariam”, que é Maria em árabe. O terceiro capítulo no Alcorão tem o nome do pai dela, Imran (Heli). Os capítulos Mariam e Imran estão entre os capítulos mais bonitos no Alcorão. Além disso, Maria é a única mulher especificamente mencionada pelo nome no Alcorão. O Profeta Muhammad disse:
“As melhores mulheres do mundo são quatro: Maria a filha de Heli, Aasiyah a esposa do Faraó, Khadija bint Khuwaylid (a esposa do Profeta Muhammad), e Fátima, a filha de Muhammad, o Mensageiro de Deus.”
Apesar de todos esses méritos que mencionamos, Maria e seu filho Jesus foram somente humanos, e não tinham características que fossem além do campo da humanidade. Ambos foram seres criados e ambos ‘nasceram’ nesse mundo. Embora eles estivessem sob o cuidado especial de Deus que os prevenia de cometer pecados graves (proteção total – como outros profetas – no caso de Jesus, e proteção parcial como outras pessoas virtuosas no caso de Maria, se adotarmos a posição de que ela não foi uma profetisa), eles ainda estavam sujeitos a cometer erros. Ao contrário do Cristianismo, que considera Maria como irrepreensível[2], ninguém recebeu essa qualidade de perfeição exceto Deus.
O Islam ordena a crença e implementação de monoteísmo estrito; de que ninguém tem quaisquer poderes sobrenaturais além de Deus, e que apenas Ele merece adoração e devoção. Embora milagres tenham ocorrido nas mãos dos profetas e pessoas virtuosas durante suas vidas, eles não tinham poder para se ajudar, quanto mais a outros, após sua morte. Todos os humanos são servos de Deus e precisam de Sua ajuda e misericórdia.
O mesmo é verdadeiro para Maria. Embora muitos milagres tenham ocorrido na presença dela, tudo cessou após sua morte. Quaisquer alegações que as pessoas fizeram de que viram aparições da Virgem, ou que pessoas foram salvas do perigo após invocá-la, como as mencionadas em literatura apócrifa como “Transitus Mariae”, são meras aparições feitas por Satanás para desencaminhar as pessoas da adoração e devoção ao Único Verdadeiro Deus. Devoções como a “Ave Maria” recitada sobre o rosário e outros atos de engrandecimento, como a devoção de igrejas e festas específicas para Maria, levam as pessoas a engrandecer e glorificar outros além de Deus. Devido a essas razões, o Islam proibiu estritamente inovações de qualquer tipo, assim como a construção de locais de adoração sobre túmulos, tudo para preservar a essência de todas as religiões enviadas por Deus, a mensagem pura para adorá-Lo somente e deixar a falsa adoração de todos os outros além Dele.
Maria foi uma serva de Deus, e ela foi a mais pura de todas as mulheres, especialmente escolhida para o nascimento milagroso de Jesus, um dos maiores de todos os profetas. Ela foi conhecida por sua piedade e castidade, e continuará a ser mantida nessa alta consideração através dos tempos que estão por vir. Sua estória tem sido relatada no Glorioso Alcorão desde o advento do Profeta Muhammad, e continuará assim, inalterada em sua forma pura, até o Dia do Juízo.
Quem desejar ler os capítulos do Alcorão completos que falam sobre Maria e o profeta Jesus, podem acessar os links abaixo:
http://www.islam.com.br/quoran/traducao/s03_aal_imran.htm
http://www.islam.com.br/quoran/traducao/s19_mariam.htm
Notas:
[1] Veja Gênesis (3:16)
[2] Santo Agostinho: “De nat. et gratis”, 36.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Maria, mãe de Jesus, no Islam - Parte II
Sua AnunciaçãoDeus nos informa de quando os anjos deram à Maria as boas novas de uma criança, a posição de seu filho na terra, e alguns dos milagres que ele realizaria:
“Quando os anjos disseram, ‘Ó Maria! Certamente Deus te dá as boas novas de um Verbo (Sua palavra, ‘Sê’) Dele, cujo nome é o Messias, Jesus, filho de Maria, honorável nesse mundo e no Outro, e entre os próximos a Deus. Ele falará aos homens ainda no berço, e na maturidade, e será dos virtuosos.’ Ela disse, ‘Meu Senhor, como poderei ter um filho se nenhum homem me tocou?’ Ele disse, ‘Assim é, Deus cria o que Ele quer. Quando Ele decreta algo, apenas diz-lhe ‘Sê’, e é. E Ele lhe ensinará o Livro e a Sabedoria, e o Torá e o Evangelho.” [Alcorão 3:45-48]
Isso se parece muito com as palavras mencionadas na Bíblia:
“Não tenhas medo, Maria, porque fostes favorecida por Deus. Muito em breve ficarás grávida e terás um menino, a quem chamarás Jesus.”
Atônita, ela respondeu:
“Mas como posso ter um filho, se sou virgem?” (Lucas 1:26-38)
Essa situação foi um grande teste para ela, porque sua grande piedade e devoção eram conhecidas por todos. Ela previu que as pessoas a acusariam de não ser casta.
Em outros versículos do Alcorão, Deus relata mais detalhes da anunciação por Gabriel de que ela daria à luz a um Profeta.
“E menciona no Livro, Maria, quando ela se isolou de seu povo em um lugar na direção do oriente. E colocou um véu entre ela e eles; então Nós enviamos Nosso Espírito (Gabriel), e ele apareceu como um homem em todos os aspectos. Ela disse, ‘Verdadeiramente eu me refugio no Misericordioso (Deus) contra ti, temes a Deus.’ Ele disse, ‘Eu sou apenas um mensageiro de teu Senhor, (para te anunciar) a dádiva de um filho virtuoso.’ [Alcorão 19:17-19]
Uma vez, quando Maria foi ao templo para os seus afazeres, o anjo Gabriel apareceu para ela na forma de um homem. Ela ficou assustada devido à proximidade do homem, e buscou refúgio em Deus. Gabriel então disse a ela que ele não era um homem comum, mas um anjo enviado por Deus para anunciar a ela que ela teria uma criança muito pura. Atônita, ela exclamou
“Ela disse, ‘Como poderei ter um filho, se nenhum homem me tocou e eu nunca fui mundana?!’” [Alcorão 19:19-20]
O anjo explicou que era um Decreto Divino que já tinha sido decretado, e que de fato era algo fácil para Deus o Todo-Poderoso. Deus disse que o nascimento de Jesus, que Deus o exalte, seria um sinal de Sua Onipotência, e que, assim como Ele criou Adão sem pai ou mãe, Ele criou Jesus sem pai.
“Ele disse, ‘Assim será,’ teu Senhor disse: ‘Isso é fácil para Mim, e farei dele um sinal para os homens, e Misericórdia de Nossa parte, e essa é uma questão que já foi decretada.’” [Alcorão 19:21]
Deus soprou em Maria o espírito de Jesus através do anjo Gabriel, e Jesus foi concebido em seu ventre, como Deus disse em um outro capítulo:
“E Maria a filha de Heli, que guardou sua castidade, Nós sopramos nela através de Nosso Espírito (Gabriel).” [Alcorão 66:12]
Quando os sinais de gravidez se tornaram aparentes, Maria ficou ainda mais preocupada com o que as pessoas falariam sobre ela. As notícias sobre ela se espalharam, e como era inevitável, alguns começaram a acusá-la de não ser casta. Ao contrário da crença cristã de que Maria era casada com José, o Islam mantém que ela não era noiva ou casada, e foi isso que causou a ela tal angústia. Ela sabia que as pessoas chegariam à única conclusão lógica em relação à sua gravidez, de que tinha acontecido fora do casamento. Maria se isolou das pessoas e partiu para uma outra terra. Deus diz:
“E ela o concebeu, e se isolou com ele em um lugar remoto. As dores do parto a levaram ao tronco de uma palmeira.” [Alcorão 19:22-23]
Continua, in sha Allah...
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Maria, mãe de Jesus, no Islam - Parte I
Maria, a Mãe de Jesus, detém uma posição muito especial no Islam, e Deus a proclama como a melhor mulher entre toda a humanidade, a quem Ele escolhe sobre todas as outras mulheres devido à sua religiosidade e devoção.“E lembra-lhes, Muhammad, de quando os anjos disseram, ‘Ó Maria! Por certo Deus te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos. Ó Maria! Sê devota a teu Senhor e prostra-te e curva-te com os que se curvam (em oração).’” [Alcorão 3:42-43]
Ela também foi um exemplo de Deus, como Ele disse:
“E (Deus propõe o exemplo para aqueles que crêem) de Maria, a filha de Heli, que guardou sua castidade; então sopramos nela Nosso Espírito (ou seja, Gabriel), e ela acreditou nas palavras de seu Senhor e Seus Livros e foi devotadamente obediente.” [Alcorão 66:12]
De fato ela foi uma mulher adequada a trazer um milagre como o de Jesus, que nasceu sem pai. Ela era conhecida por sua religiosidade e castidade, e se fosse diferente, ninguém teria acreditado em sua alegação de ter dado à luz enquanto mantinha seu estado de virgindade, uma crença e fato que o Islã considera verdadeiros. Sua natureza especial foi um dos muitos milagres provados em sua tenra infância. Deixe-nos contar o que Deus revelou em relação à bela estória de Maria.
A Infância de Maria
“Por certo Deus escolheu Adão, Noé e a família de Abraão e a família de Heli sobre todas as outras da criação. São descendentes, uns dos outros, e Deus é Oniouvinte, Onisciente. Lembra quando a esposa de Heli (Hannah; também Ana) disse: ‘Ó meu Senhor! Eu consagro a Ti o que há em meu ventre para ser dedicado aos Teus serviços (servir Teu Lugar de adoração); então aceita-o de mim. Verdadeiramente, Tu és O Ouniouvinte, O Onisciente.” [Alcorão 3:35]
Maria nasceu para Heli e sua esposa Hannah, que era de descendência davídica vindo, portanto, de uma família de profetas, de Abraão a Noé, a Adão, que a Paz e as Bênçãos de Deus estejam sobre todos eles. Como mencionado no versículo, ela nasceu para a família escolhida de Heli, que nasceu na família escolhida de Abraão, que também nasceu em uma família escolhida. Hannah era uma mulher estéril que desejava uma criança, e ela prometeu a Deus que, se Ele a concedesse um filho, ela o consagraria a Seu serviço no Templo. Deus respondeu à sua invocação, e ela concebeu uma criança. Quando ela deu à luz, ela se entristeceu, porque sua criança era uma menina e geralmente eram os meninos que prestavam serviço no Bait-ul-Maqdis.
“E quando deu à luz, ela disse, ‘Meu Senhor! Eu tive uma menina...e o menino não é igual à menina.”
Quando ela expressou sua tristeza, Deus a repreendeu dizendo:
“Deus sabe melhor o que ela deu à luz...” [Alcorão 3:36]
...porque Deus escolheu sua filha, Maria, para ser a mãe de um dos maiores milagres da criação: o nascimento virginal de Jesus, que Deus o exalte. Hannah chamou a sua filha de Maria (Mariam em árabe) e invocou a Deus que a protegesse e à sua criança de Satanás:
“E eu a chamei de Maria (Mariam), e a entrego e à sua descendência à Tua proteção, contra o maldito Satanás.” [Alcorão 3:36]
Deus de fato aceitou essa súplica, e Ele deu a Maria e seu filho que estava por vir, Jesus, um tratamento especial – que não foi dado a ninguém antes e nem a ninguém depois; nenhum dos dois foi afligido pelo toque de Satanás ao nascer. O Profeta Muhammad, que Deus o exalte, disse:
“Todos que nascem Satanás toca ao nascer, e a criança nasce chorando por causa de seu toque, exceto Maria e seu filho (Jesus).”
Aqui, nós podemos ver imediatamente a similaridade entre essa narrativa e a teoria cristã da “Imaculada Conceição” de Maria e Jesus, embora aqui exista uma grande diferença entre as duas. O Islam não propaga a teoria do ‘pecado original’ e, portanto, não aceita essa interpretação de como eles eram livres do toque de Satanás, mas ao contrário essa foi uma graça dada por Deus à Maria e seu filho Jesus. Como outros profetas, Jesus foi protegido de cometer pecados graves. Quanto à Maria, mesmo se adotarmos a posição de que ela não era uma profetisa, ela todavia recebeu a proteção e orientação de Deus que Ele concede aos crentes piedosos.
“Então seu Senhor acolheu-a com bela acolhida, e fê-la crescer em pureza e beleza, e a confiou aos cuidados de Zacarias.” [Alcorão 3:37]
No nascimento de Maria, sua mãe Hannah a levou a Bait-ul-Maqdis e a ofereceu àqueles no templo para crescer sob sua tutela. Conhecendo a nobreza e religiosidade de sua família, eles discutiram sobre quem teria a honra de educá-la. Eles concordaram em tirar a sorte, e não foi ninguém menos que o profeta Zacarias o escolhido. Foi sob o seu cuidado e tutela que ela foi educada.
Milagres em sua presença e visitação dos anjos
Enquanto Maria crescia, até mesmo o profeta Zacarias notou as suas características especiais, devido aos vários milagres que ocorreram na presença dela. Maria, durante o seu crescimento, recebeu um quarto recluso dentro do templo onde ela devia se devotar à adoração de Deus. Toda vez que Zacarias entrava na câmara para ver o que ela precisava, ele encontrava frutas abundantes, e fora da estação, na presença dela.
“Cada vez que Zacarias entrava na câmara, ele a encontrava provida com sustento. Ele disse, ‘Ó Maria! De onde te provém isso?’ Ela respondia, ‘De Deus.’ Certamente Deus concede sustento sem medida a quem Ele quer.” [Alcorão 3:37]
Ela foi visitada pelos anjos em mais de uma ocasião. Deus nos diz que os anjos a visitaram e a informaram de sua condição louvável entre a humanidade:
“Quando os anjos disseram, ‘Ó Maria! Deus te escolheu e te purificou (devido à tua adoração e devoção), e te escolheu (fazendo-te mãe do profeta Jesus) sobre todas as mulheres dos mundos. Ó Maria! Ore a teu Senhor devotadamente, e te prostra e te curva com aqueles que se curvam.’” [Alcorão 3:42-43]
Devido a essas visitações dos anjos e por ela ter sido escolhida sobre as outras mulheres, alguns consideram que Maria foi uma profetisa. Mesmo se ela não foi, o que é matéria de debate, o Islam a considera detentora da posição mais alta entre todas as mulheres da criação devido à sua piedade e devoção, e devido ao fato dela ter sido escolhida para o nascimento milagroso do profeta Jesus.
Continua, in sha Allah...
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
O profeta Muhammad e sua preocupação para com as mulheres

A questão no Islam é totalmente diferente. Além do enobrecimento do Alcorão à mulher, sendo ele o Livro de Deus que foi revelado ao Seu profeta Muhammad, vamos apresentar das tradições a esse respeito, de como ele tratou do direito da mulher, e como a considerou. Para isso, vamos analisar alguns aspectos da vida do profeta Muhammad:
Muhammad era um excelente esposo. Não se sabe que ele tenha insultado alguma mulher ou tenha gritado com ela. Ao contrário, narra-se que ele respeitava as esposas e as tratava dignamente, com amor e respeito. Ele disse: “As mulheres são irmãs dos homens.” Ai'shah, esposa de Muhammad, foi perguntada como ele tratava a família? Ela respondeu: “Ele estava a serviço de sua família, ajudando-a nos afazeres de casa. Quando chegava a hora da oração, ele se dirigia para a sua prática.”
O profeta recomendou aos muçulmanos o bom tratamento às mulheres. Ele disse: “O melhor dentre vós é quem trata melhor a sua família, e eu sou quem trata melhor a minha família.” Ele também disse: “Os melhores dentre vós são os que tratam melhor as suas esposas.” O profeta considerou o sustento à esposa o melhor dos atos que aproximam o servo de Deus Ele disse: “Toda vez que você gastar algo com a intenção de agradar a Allah, você será recompensado, mesmo o bocado(comida) que você coloca na boca de sua esposa.”
Essas condutas mostram a extensão do carinho, do respeito e da cooperação que Muhammad recomendou entre os casais. Se isso fosse cumprido, a casa ficaria repleta de felicidade e de segurança.
2) Muhammad como pai
Muhammad recomendou cuidarmos dos filhos em geral, principalmente das filhas. Ele considerou a educação das meninas algo necessário, bem como instruí-las e educá-las como atos que elevam a pessoa de tal forma que estará junto a ele no Paraíso. Ele disse: “Quem tiver 3 meninas e as sustentar e cuidar delas, entrará no Paraíso.” Perguntamos: “E se forem duas?” Ele respondeu: “Mesmo se forem duas.” Perguntamos novamente: “E se for uma só?” Ele respondeu: “Mesmo se for uma só.”
Muitas tradições foram narradas a esse respeito que demonstram e esclarecem que o Paraíso está sob os pés das mães. É a forma mais elevada de homenagem e engrandecimento.
4) Sua recomendação quanto ao tratamento à mulher em geral
Quem analisa a história irá verificar como a Europa tratava a mulher. Incutia-lhe a responsabilidade pelo pecado original, perguntava se ela possuía alma ou não, como é o caso do homem. Ao mesmo tempo, o profeta Muhammad concedia o direito de voto às mulheres, da mesma forma que o fez com os homens. Isso mostra a participação da mulher na vida política. A mulher tinha o direito de procurar instruir-se. Ela participava das aulas nas mesquitas e nos outros locais da mesma forma que os homens, ao ponto de uma delas perguntar á Muhammad como ela se purificava da menstruação e outras perguntas pertinentes às mulheres.
Quanto às mulheres guerreiras, que participaram das batalhas juntamente com Muhammad, elas são muitas. Isso demonstra, também, que a mulher participava de todas as atividades, e que desempenhava um papel preponderante na vida da sociedade. Eis Ummu Ammar, que empunhava a espada na batalha de Uhud, protegendo o profeta Muhammad. Ele disse a seu respeito: “Toda vez que me virava para a direita ou para a esquerda, via Ummu Ammar ali, defendendo-me com a sua espada.” Ela também participou da Batalha de Yamáma, contra o falso profeta, Mussailama, quando perdeu a mão.
Esses exemplos demonstram que Muhammad formou companheiras e tratou a mulher como ser humano, capaz, com plenos direitos e deveres. Ele mostrou que a mulher é corpo e alma, que quando a mulher é bem instruída, será a causa da formação de uma sociedade sustentada pela ciência, pela moral, pela força, pela religiosidade e pela paz. A mulher, na vida do profeta Muhammad tinha um local de destaque.
Por isso, dizemos que o Islam e o seu Profeta proporcionaram à mulher o que nenhuma outra legislação humana ofereceu. Por isso, é nosso dever lermos cada vez mais a respeito da luz profética, ensinar aos nossos filhos e às nossas filhas, divulgando isso entre a sociedade brasileira.
Tradução e adaptação: Prof. Samir EI Hayek

